31 de março de 2011

Eu aumento, mas não invento

O bordão foi criado pelo jornalista Nelson Rubens que acabou ganhando fama de fofoqueiro por levar a público o que anda acontecendo nos bastidores da fama. Com ele, qualquer copo d'agua tem o potencial de virar tempestade. Mas ele garante que nunca inventa, apenas aumenta. A prática de aumentar e não inventar, pode ser percebida em várias situações. Vejamos: O cara antes de se converter usava uma atiradeira para matar passarinhos. Hoje, em seus testemunhos ele relata, sem o menor pudor, que andava armado com um fuzil e que era um bandido perigoso. A pessoa é capaz de dizer, sem nenhuma vergonha, que foi curada de cãncer pelo simples fato de espremer um furúnculo. A criação do Nelson Rubens também está na política, ou melhor, na imprensa monlevadense. Anos atrás, um "jornalista" da cidade foi a uma boate em Nova Era levando consido o "notbook" debaixo do braço. Lá chegando, colocou o aparelho em cima da mesa e começou a exibir fotos de mulheres nuas. Esse mesmo "jornalista" teria se envolvido em um quebra pau com sua namorada depois que a donzela jogou um copo de cerveja em sua cara. Como o distinto é daqueles que não leva desaforo prá casa, ele não exitou em largar a mão na cara da loira. A mais recente vem lá das bandas do "Bom Dia". Comenta-se que o nosso amigo Dindão teria oferecido uma sociedade ao ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira. O ex-prefeito pagaria a bagatela de R$ 400 mil ao Dindão, que repassaria R$ 350 mil ao atual sócio, o também ex-prefeito de Bela Vista de Minas, Arnaldo, e o excluiria da sociedade do jornal. Como cachorro que já foi picado de cobra tem medo até de linguiça, Moreira não topou o convite. Se é verdade, eu não sei. Só sei que não inventei nada. Isso e muito mais está Na Boca do Povo. Eu aumento, mas não invento!

30 de março de 2011

Tiro no saco ou golpe de mestre

Para muitos foi um tiro no pé! Para outros mais moderados foi um tiro na mão! Para os mais afoitos, foi um tiro no umbigo! Para mim, foi mesmo um tiro no saco! Para a grande maioria, tiro no pé, na mão, no umbigo ou no saco não faz muita diferença não. O fato de sair atirando nos outros e também em si próprio, caracteriza inexperiência, idiotice e desespero extremo daqueles que buscam uma justificativa para seus atos insanos. O jogo sujo, o golpe baixo ou a guerra fria patrocinada pelos donos do "jornal que perdeu a sede, mas que não cede" já ultrapassa todas as barreiras do ridículo. Costumo ouvir dizer que o jogador de futebol tem que abandonar as chuteiras quando está no auge, e não quando está em decadência. Não é á toa que o "Rei Pelé" será sempre majestade. Assim também acontece com o político, com o ator, com o humorista, com o ladrão, com o radialista e até com o jornalista. É preciso se aposentar na hora certa, no momento exato da fama. Alguns deixam prá depois, enquanto outros colocam em risco uma aposentadoria já garantida imaginando ser ainda capaz de fazer chover no quintal do vizinho. O pior de tudo isso é quando o "profissional" da comunicação, mercenário ou não, resolve adiar a sua aposentadoria com o único objetivo de atacar seus adversários simplesmente para satisfazer seu ego ou para polir o seu rancor. Nos últimos dias temos acompanhado uma sucessão de deslizes cometidos por um desses jornalistas em final de carreira, que busca uma "reparação de danos financeiros" junto á Prefeitura de João Monlevade. Na ânsia de querer fazer justiça com as próprias mãos, o dito cujo tem usado de ataques mesquinhos contra a administração Municipal. O desespero do cidadão tem feito com que o mesmo atire no próprio saco para tentar atingir o Prefeito Gustavo Prandini e Cia. Em matéria de capa o ex-nobre jornalista, que já deveria ter se aposentado, estampou a seguinte manchete: "Gustavo Prandini apela ao céu para aumentar popularidade". Levando-se em conta que 80% da população monlevadense é católica, o jovem prefeito arrancou elogios dos quatro cantos da cidade, principalmente dos bairros da periferia. Como se isso não bastasse, no mesmo jornal uma outra matéria de capa dizia que "Prefeito entra na Guerra Santa e critica pastor", dando ênfase ás críticas direcionadas ao vereador pastor Carlinhos, PV, pelo fato do mesmo ter retirado um crucifixo da parede do plenário da Câmara de Vereadores. A matéria também rendeu elogios da comunidade católica ao Chefe do Executivo Municipal. Para afundar de vez a credibilidade do "Primeiro jornal brasileiro com certificação internacional de qualidade", o editor estampou uma foto, também na primeira página, do padre Fábio de Melo, dando conta de que o mesmo fará um show em João Monlevade no próximo dia 29 de abril com o patrocínio da prefeitura. O jornal também destacou que o prefeito Prandini vai percorrer as paróquias da cidade carregando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Dando mais um tiro no saco o bi-semanário que "perdeu a sede, mas não cede", informou aos seus leitores que em Itabira a popularidade do prefeito João Izael Querino Coelho, PR, aumentou depois que ele desfilou pelas ruas da cidade com a imagem da padroeira do Brasil. Ai eu passo mal!!! 

29 de março de 2011

Lapidando o Caráter

Somos surpreendidos a todo instante por nós mesmos. Tenho acompanhado com certo pesar o comportamento dos responsáveis pela editoria do único jornal do País com o tão sonhado “Certificado Iso de Qualidade”. Confesso que sempre fui leitor do referido jornal. Como eu, vários leitores devem estar estranhando o rumo que o jornal tomou tão logo perdeu a sua sede. É bom lembrar que “o jornal perdeu a sua sede, mas não cede!” A sede de vingança estampada em cada coluna, em cada página do bi-semanário chega a causar espanto. Parece que até hoje a lição de apropriação indébita ainda não foi muito bem assimilada pelos seus diretores. Buscar um bode expiatório para as trapalhadas que começaram no governo passado quando um ex-prefeito doou para seu marqueteiro político, dono do jornal, um imóvel público, tem sido o grande desafio de seus diretores. É preciso analisar a situação por outros ângulos. Quem determinou a desocupação do imóvel não foi o atual governo, mas sim o Ministério Público. Quem tentou se apoderar de um patrimônio público não foi o Governo Municipal, mas sim os donos do jornal que não acreditaram na lei e na Justiça dos homens.  Atirar pedras e se fazer de vítima é muito fácil. O difícil é assumir os próprios erros e dar a volta por cima. Na realidade, esse comportamento adotado pelos donos do jornal deveria ser repensado para que o único jornal com “Certificado Iso de Qualidade” não seja tragado pela incompetência e falta de respeito para com seus leitores, pelos seus próprios idealizadores.  Sabemos que não é nada fácil quando precisamos cortar na própria carne e assumir nossos próprios erros. É preciso colocar em prática o que a vida nos ensina diariamente, e não buscar um culpado pelos nossos fracassos. Temos manias, conceitos e valores que foram impressos na nossa juventude e que foram mesclados com nossa essência. É preciso admitir que somos criaturas imperfeitas e que fatalmente cometemos erros, mas devemos nos esforçar para aprender com esses erros. As dificuldades e problemas são as melhores ferramentas para se lapidar o caráter. É preciso se observar mais! Quando você se observa, você descobre diversos pontos que devem ser melhorados, modificados. Não somos máquinas para sermos reprogramados em pouco tempo. Não nos conhecemos, e muitas vezes somos surpreendidos por comportamentos mesquinhos, até então desconhecidos por nós mesmos. É preciso mudar, fazer uma avaliação de nós mesmos antes de achar que sempre estamos com a razão. De que sempre seremos vítimas. É preciso escrever uma nova história, uma nova notícia sem o paternalismo de governantes irresponsáveis.Pensem nisso  e sofram menos!

28 de março de 2011

Quase Iguais

Um é carioca e veio fazer fama e fortuna em João Monlevade. O outro saiu de Itabira para ganhar a vida também em Monlevade. Um garante ser dono do “primeiro jornal com Certificado Iso de Qualidade”. O outro trabalhou como repórter e também montou o seu próprio jornal. Um foi chefe de Governo de Itabira. O outro é chefe de Governo de João Monlevade. Um gosta de bajulação e se sente o melhor em sua profissão. O outro trabalha em silêncio e quase não aparece. Um se diz o melhor marqueteiro da região, com várias derrotas e algumas poucas vitórias no seu currículo. O outro nunca foi marqueteiro, mas foi o responsável pela queda do coronelismo na política monlevadense. Um se diz perseguido, censurado, e maltratado pela administração Municipal. O outro é elogiado pelos colegas e por políticos da região. Um faz parte da velha guarda. O outro da nova safra. Um vive rodeado de ex-prefeito, ex-secretário, ex-assessor, ex-mulher, ex-amigo e ex-jornalista. O outro vive rodeado de prefeitos, vereadores, deputados, secretários, assessores, amigos e admiradores. Um tira férias e viaja para a Bahia com a família. O outro tira férias e continua trabalhando em Monlevade. Um usa uma emissora de rádio para reclamar que a filha está sendo perseguida pelo governo local. O outro usa os microfones para falar de conquistas para o seu povo. Um usa o seu jornal para amedrontar os desafetos políticos. O outro usa o bom senso para atrair os adversários. Um contrata advogados “famosos” para brigar na Justiça para se apoderar de um imóvel público. O outro junta as moedas do cofrinho para pagar em dia a prestação da casa própria. Um quer ficar rico através de supostos “danos morais”. O outro não liga a mínima quando é atacado covardemente pela imprensa oposicionista. Um adora veículos da marca Fiat. O outro também. Um tem um veículo Siena emplacado em João Monlevade. O outro tem um veículo Siena emplacado em Belo Horizonte.   

27 de março de 2011

Mosqueteiro do Apocalipse

A atitude dos vereadores Guilherme Nasser, Sinval Jacinto Dias, Zezinho Despachante e Robertinho do DVO, durante a votação do projeto que autoriza a venda de áreas públicas, foi uma clara demonstração de que esses “senhores” não têm um mínimo de respeito para com aqueles que patrocinam seus salários e todas as demais mordomias. Quem esteve na Câmara de Vereadores na última quarta-feira, 23, teve o desprazer de assistir mais um espetáculo circense de péssima qualidade. Derrotados, os quatro “Mosqueteiros do Apocalipse” simplesmente abandonaram o plenário. Além de desrespeitarem o público presente, esses péssimos “representantes do povo”, também desrespeitaram a imprensa, os funcionários da Casa e seus colegas vereadores. Partindo desses “aventureiros” da política monlevadense, todos nós já estamos familiarizados com esse tipo de falta de respeito, faz parte da própria índole desses senhores. Quem não se lembra do episódio da mulher do Guilherme Nasser, aquela mesma que induziu idosos a contrair empréstimos financeiros para ela. Alguém tem notícias de que o vereador pelo menos deu uma explicação para seus eleitores? E o escândalo do lixo que jogou o Zezinho Despachante no lamaçal da corrupção? O tucano Sinval Jacinto Dias também foi denunciado por manter um criadouro do mosquito da dengue em seus domínios, e até hoje ele não se pronunciou a respeito. O comportamento do Robertinho do DVO foi ainda pior. Ele falsificou assinaturas em documentos de sua prestação de contas. Foi cassado, mas continua exercendo a vereança e desrespeitando o povo. É preciso lapidar o caráter moral desses “nobres” representantes do povo ou extirpá-los de vez da política monlevadense.

24 de março de 2011

Quem tem medo da Corja

Na década de 80 o rádio foi o grande diferencial na política itabirana. Através das ondas da “Itabira-AM” a família Menezes conseguiu colocar seu patrono no pódio da política. Luiz Menezes foi vereador, prefeito e algum tempo depois, deputado estadual. Na década de 90, durante o governo do ex-prefeito Olímpio Pires Guerra, o jornal passou a ter força e até a decidir eleições. Naquela época, um carioquinha importado de João Monlevade contratava alguns jornais para “detonar” os adversários do governo. A imprensa itabirana fazia chover, só não fazia milagres, principalmente quando “coordenadores” de governo manipulavam pesquisas de opinião pública para tirar proveito e ganhar status. Essa artimanha acabou derrubando um ex-coordenador de Governo do Li, que teve que juntar seus trapos e voltar para João Monlevade. Pois bem, tão logo cheguei á João Monlevade trazendo na bagagem o programa “Na Boca do Povo”, pude sentir na pele a força da rádio Cultura e do jornal A Notícia, controlados por um grupo batizado de “corja” por um pároco da cidade. Em pleno século XXI o povo, e principalmente a classe política tremia quando seus nomes eram citados na Cultura ou no A Notícia. Esses dois órgãos de comunicação mandavam e desmandavam na cidade. Eram os donos da verdade. Mas as coisas mudaram, e prá melhor, claro. O jornal A Notícia, depois que seu proprietário tentou se apoderar de um imóvel público, foi despejado, caiu no descrédito e anda mendigando assinaturas pelos quatro cantos da cidade para sobreviver. Virou motivo de chacota dos blogueiros da cidade. Hoje, o linha editorial do A Notícia é toda voltada para o governo Gustavo Prandini, ou seja, perdeu por completo a sua identidade. O mesmo está acontecendo com a rádio Cultura-AM, também usada para “fiscalizar” o governo Municipal e amedrontar alguns vereadores menos avisados. A pá de cal no prestígio da Cultura-AM foi constatada durante a votação e aprovação de um projeto do Prefeito Gustavo Prandini, cujo objetivo era a venda de algumas áreas do município. Tão logo o projeto foi lido na Câmara de Vereadores, alguns locutores da Cultura, dentre eles Carlos Moreira e Thiago Moreira, bateram pesado para que o projeto fosse reprovado. O Thiago Moreira chegou ao cúmulo do absurdo de ameaçar “detonar” os vereadores que votasse a favor do projeto. Ele chegou a convidar a população, através dos microfones da Cultura, para comparecer á câmara e pressionar os vereadores. A tática não deu certo. Primeiro, porque o locutor é muito fraco. Segundo, porque a Cultura já não é mais aquela. E terceiro, porque ninguém mais tem medo da “corja”. Parece óbvio, hoje pelo menos os mais esclarecidos sabem que o segredo não é mais a alma do negócio. Abastecidos em quantidade e qualidade a sociedade obtém da tecnologia contemporânea uma de suas mais expressivas contribuições: a informação! A política mudou. O povo está mudando! É preciso que alguns órgãos de comunicação também mude! Se o deputado Mauri Torres, dono da Cultura e Global, não mudar o seu conceito de fazer rádio, suas emissoras corre o risco de ter o mesmo fim do A Notícia. Quem avisa amigo é!

23 de março de 2011

"Pastorzinho de meia tigela."

Parece que está muito longe ainda o fim da polêmica criada em torno da retirada do crucifixo das dependências da Câmara de Vereadores pelo presidente Pastor Carlinhos, PV. Depois que o vereador Robertinho do DVO, PMN, solicitou o retorno da imagem, uma enxurrada de manifestações e reclamações tomou conta da cidade. Indignados com a postura do Pastor Carlinhos, católicos empunhando faixas e cartazes lotaram as dependências do legislativo e exigiram o crucifixo de volta ao local de origem. No último final de semana foi a vez dos Padres das Paróquias de João Monlevade protestar através do movimento “Liberdade religiosa, sim! Intolerância, Não!”. Uma carta aberta assinada pelos padres Carlos Jorge Teixeira; Marcos Antônio Rosa; Júlio Martins; José Felipe; Gianluigi Scudeletti; Cláudio Oliveira e Luciano Andreol foi distribuída aos católicos após as missas. Numa demonstração de que não deixarão barato a atitude do vereador pevista, o Padre José Felipe convidou os fiéis a participar de uma passeata para reivindicar o retorno da imagem. “Vamos promover uma grande passeata para exigir o retorno do crucifixo ou a saída do pastor. Ou a cruz fica ou o pastor vai ter que sair”, ameaçou o pároco da Igreja São José Operário. Visivelmente revoltado com o Pastor Carlinhos, Padre José Felipe foi mais longe: “Todos os dias surgem igrejas em todos os cantos. Agora vem um pastorzinho de meia tigela e tira o crucifixo da Casa do Povo. A maioria da população de Monlevade é católica”, garantiu o padre. Ainda de acordo com o Padre José Felipe, o Pastor Carlinhos após um encontro intermediado pelo vereador Vanderlei Miranda, PR, teria prometido devolver o crucifixo. “Ele não honra os compromissos assumidos” disparou Padre José Felipe. Por sua vez Pastor Carlinhos jura de pé junto não ter feito nenhum acordo com os sacerdotes. Para colocar mais lenha na fogueira, o vereador Pastor Carlinhos procurou a Polícia Militar para reclamar de que estaria sofrendo ameaças por parte de uma ex-vereadora. “Qualquer coisa que acontecer com a minha pessoa será de responsabilidade dela” alertou o vereador. Sobre a possibilidade de retornar com o crucifixo e colocar um ponto final na polêmica, Pastor Carlinhos foi enfático: “A única condição para que isso aconteça é se um promotor ou um juiz determinar”, finalizou.

21 de março de 2011

Boicote a Nossa Senhora Aparecida

A comunidade monlevadense aguarda com ansiedade a chegada da imagem de Nossa Senhora Aparecida que deverá acontecer no próximo de 28 de abril em comemoração ao aniversário da cidade. É a segunda vez na história que a comunidade cristã terá a oportunidade de ver de perto a imagem da Padroeira do Brasil em solo monlevadense. Por onde passa, há vozes que se levantam contra o evento religioso, a exemplo de ateus, positivistas e principalmente evangélicos. Na última década a oposição á imagem da Mãe de Cristo não se ateve somente ás palavras, mas também a ações violentas, típicas da intolerância religiosa vista há algum tempo quando vimos estarrecidos um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus chutar uma estátua de Nossa Senhora Aparecida em um programa de televisão. O pastor aloprado recebeu dois anos de condenação, que foi transformado em pena alternativa, sendo transferido para uma Igreja Universal na África para esfriar sua cabeça oca. O mascate da fé eletrônica deveria ter ficado pelo menos uns 30 anos no xilindró, porque aquele insulto poderia ter provocado uma reação sem limites dos católicos de todo Brasil. Ainda bem que os católicos dão a outra face à tapa, quando levam um soco na cara. Anos atrás, o advogado evangélico Eurípedes José de Farias entrou na Justiça contra Nossa Senhora Aparecida. Seu alvo foi a lei 6.802, de 1980, que consagrou a Santa como Padroeira do Brasil, e declarou o dia 12 de outubro feriado nacional em sua homenagem. O advogado garantiu que aquilo tudo era uma “palhaçada”. Pois bem, voltando a falar da visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida á nossa cidade, correm boatos pelos quatro cantos da cidade que “força oculta” estariam tentando boicotar a vinda da imagem. De acordo com informações os organizadores já teriam conseguido um helicóptero da Polícia Civil de Belo Horizonte para transportar a imagem da capital mineira até João Monlevade, porém, um “cidadão” da cidade teria pedido ajuda a um político da capital para barrar a liberação da aeronave, pois a vinda da imagem da Santa “somaria pontos” para a atual administração Municipal. Os organizadores não confirmam, mas também não negam, deixando uma dúvida no ar. Mas se a maioria do povo monlevadense tem origem cristã, não há nenhum motivo para que todos os símbolos religiosos, cristãos ou não sejam simplesmente boicotados, arrancados das paredes ou apagados. Estão querendo boicotar até a fé do nosso povo. Isso é uma VER-GON-HA!

20 de março de 2011

Zezim na contra mão

Acostumados a aprovar medidas impopulares como o reajuste dos próprios salários, os vereadores de João Monlevade têm agora a chance de impulsionar um efeito cascata do bem. Na esteira da Ficha Limpa começa a emergir uma nova onda para que se exijam os mesmos critérios na hora de escolher quem vai ocupar outras funções públicas. Vale lembrar que essas vagas também manejam o dinheiro público, por isso, devem passar pelo crivo da Ficha Limpa. Com o pretexto de que a Emenda á Lei Orgânica, que institui a Ficha Limpa na administração municipal “possa prejudicar um competente funcionário da prefeitura”, o vereador José Arcênio de Magalhães, PP, vulgo “Zezinho Despachante” já sinalizou ser contra o projeto. E o que é pior, além de ser contra, ainda sugeriu que os demais vereadores tenham o mesmo entendimento. Na verdade, o nobre vereador está tentando defender a sua própria pele, uma vez que o mesmo é réu num processo de autoria do Ministério Público sobre a chamada “Farra do Lixo” que poderá enterrar a carreira do parlamentar nas lamas desse mesmo lixo. Além do vereador “Zezinho Despachante” outros parlamentares da Casa respondem a processos penais de diversas naturezas, fato que coloca em risco a aprovação do “Ficha Limpa”. A história política de João Monlevade pode ser reescrita a partir da iniciativa do prefeito Gustavo Prandini, PV, pois, numa cidade ideal, uma lei como essa nem precisaria existir, pois a reputação ilibada dos nossos representantes já seria um princípio. Mas, nessa cidade do “jeitinho brasileiro” onde todos querem levar vantagem em tudo, resta torcer para que “Zezim & Cia” não continuem na contra mão da história e que a moda da Ficha Limpa seja uma realidade. O povo agradece!

18 de março de 2011

Era uma vez ...

Era uma vez, onde não havia vez. Nesse tempo vivia um pequeno escrevinhador, um He-Man ao avesso, cujo nome só podia ser entendido na sua própria língua.  E esse pequeno ditador através de seu poderoso instrumento de trabalho ameaçava, achincalhava, detonava e espalhava o pânico por toda região. Promovia orgias com as riquezas surrupiadas por meio da sua opressão. Num lugar esquecido pelo resto do mundo, ele, figura exótica, lembrava as caricaturas chaplinianas com seu andar de pato cansado. Era o flagelo da era! Há quase meio século ditando as regras e escravizando seus opositores. Quase um imortal. Mas acontece que ele não era um imortal. Certo dia, após uma seqüência de derrotas na Justiça, o velho pequeno ditador teve que se curvar diante de um grupo de jovens, também chamados de “meninada”. Logo ele, o todo poderoso! Pela primeira vez se viu sozinho, ele, que sempre esteve rodeado com bajuladores de todas as espécies e valores. Mas estava só, mergulhado nas profundezas de sua ganância. Queria mais, muito mais! Queria as terras do povo e um pedaço do céu. Na solidão de seu falso poder, teve a idéia de rezar, de pedir ajuda para que “seu patrimônio” não lhe fosse arrancado como um pirulito nas mãos de uma criança indefesa. Pela primeira vez viu-se na obrigação de orar por proteção divina, mas com tanto poder, tanta prepotência, e um exército de bajuladores á disposição, não tinha tanto o que pedir. No seu pequeno mundo era mais poderoso que Deus. Sua palavra e seus ensinamentos eram o que apontava a salvação ou a desmoralização de seus desafetos. Mas, que poder era esse de transformar sonhos em pesadelos; de destruir conceitos; de arrasar entidades transformando-as em pó. O pequeno ditador, como um Narciso que lambe a própria imagem, curvou-se hipocritamente diante da “meninada” e implorou brandamente pela paz. Pela paz que ele nunca permitiu que tivessem. Por um momento se envergonhou. Por um momento foi humano e admitiu sua queda e pediu ajuda aos seus admiradores. Por um momento acreditou que o mundo é bom, mas as pessoas são egoístas e o estragam por besteiras. Um instante que revelou toda a sua vida. Mas foi somente um instante. Alguém bate á sua porta. Será o oficial de Justiça? Será o padre que batizou a “corja”, ou será o “menino maluquinho?” Não era nenhum desses! Era apenas um admirador que após ouvir os seus apelos e lamentos, resolveu fazer uma assinatura para receber suas obras em casa.
*Qualquer semelhança com a vida real será apenas uma coincidência. Nada mais que isso

17 de março de 2011

A Notícia Mentirosa

“Durante o mês de março, foi amplamente divulgado por esse e por outros veículos de comunicação, que circulam na cidade de João Monlevade e região do Médio Piracicaba, que a vereadora desse município, Dorinha Machado (PMDB), teve seus direitos políticos cassados pela segunda vez, informação essa que não é verdadeira. As notícias publicadas por esse órgão e outros veículos de comunicação desse município, não procedem porque citam algo que não ocorreu, no caso de uma suposta cassação da vereadora Dorinha Machado. Além de divulgar um fato inverídico, os jornais afirmam que tal fato aconteceu duas vezes, portanto, que a vereadora foi cassada pela segunda vez, cometendo novo engano e publicando duas inverdades sobre a parlamentar. A informação de que a vereadora teve seus direitos políticos cassados pela segunda vez é falsa, porque leva em consideração um processo enfrentado por Dorinha Machado em 2009. No processo em questão a vereadora foi acusada de fazer uso indevido de uma sala da Rádio Alternativa, durante o processo eleitoral ocorrido em 2008, eleição essa da qual a vereadora foi eleita pela quinta vez consecutiva. Ao afirmar que a vereadora foi cassada pela segunda vez, esse órgão de comunicação sugere que a vereadora foi condenada no processo em questão. Entretanto, a vereadora foi absolvida com voto unânime dos seis desembargadores do Estado de Minas Gerais que julgaram o processo. E por ter sido absolvida nesse primeiro processo, conseqüentemente não poderia ter seus direitos políticos cassados uma segunda vez. Não bastasse esse primeiro erro, e a conseqüente divulgação de informações falsas sobre a vereadora, um erro maior ocorre quando o jornal afirma que a vereadora foi cassada, após sentença proferida no início desse mês, mais exatamente no dia 2 de março de 2011. Tal sentença condena a vereadora a pagamento de multa, no valor de 5000 UFIR,s, bem como a prestação de serviços á comunidade, além de salientar que essa decisão é de 1ª instância e passível de recurso, não estando a mesma transitada em julgado. No seu Artigo 15, a Constituição Brasileira prescreve que “É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de : ocesso eleitoral ocorrido em 2008, eleiç que a vereadora foi cassada pela segunda vez, cometendo nII – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos.”, de forma que é incorreto, prá não dizer falsa a publicação de informação afirmando que a vereadora teve seus direitos políticos cassados. Não bastasse todo esse amontoado de erros de apuração, por parte dos órgãos de comunicação do município de João Monlevade, alguns veículos de comunicação ultrapassaram todos os limites que definem o Jornalismo. E assim o fizeram, usando a liberdade de imprensa como argumento, para afirmar que a vereadora teve mandado de prisão expedido em função da sentença. A divulgação de informação com tamanha falsidade é grotesca, sem contar que a soma dessas informações e sua divulgação denigrem de maneira irreparável a imagem da vereadora, afetam sua reputação, arruínam sua credibilidade. A vereadora Dorinha Machado possui o respeito dos cidadãos monlevadenses, fato comprovado por sua quinta eleição, que resultam em 20 anos de mandato. Em todas as vezes que foi eleita, ela teve votação expressiva, o que demonstra o tamanho de sua credibilidade. No entanto, a divulgação maciça de afirmações contendo tamanha quantidade de informações falsas, atenta contra a história política da vereadora, algo que foi construído durante anos de trabalho, com muito esforço e muita luta. Por esse motivo, é mais do que justo e necessário a divulgação dessa nota, que tem o objetivo de esclarecer a população sobre o que de fato tem ocorrido com a vereadora, bem como restabelecer a verdade.” – Dorinha Machado.
*Texto de Direito de Resposta da vereadora Dorinha Machado, PMDB, enviado aos órgãos de comunicação de João Monlevade.

16 de março de 2011

Tropa de Choque

Desde que comecei a apresentar o programa “Na Boca do Povo” através da rádio Alternativa-FM, tive a iniciativa de me aproximar das lideranças políticas, comunitárias e eclesiásticas do município. A finalidade era conhecer de perto a realidade de cada seguimento, e assim, poder contribuir de alguma forma com a cidade que tão bem me acolheu. Infelizmente a linha do programa acabou desagradando um grupo político e provocando a ira daqueles que se sentiram ameaçados com a minha chegada. Lembro-me muito bem quando, antes mesmo do programa ir ao ar, o “jornalista” Thiago Moreira usou o seu blog para criticar a “contratação” feita pela rádio Alternativa. Em seu texto, o “jornalista” garantiu que o programa não tinha o perfil da emissora, ou vice-versa. Além de criticar o programa, o jovem “jornalista” também teceu comentários maldosos sobre a minha pessoa, fato que não me abalou em nada, principalmente partindo de um principiante cheio de problemas a ser resolvidos. Mais tarde foi a vez dos vereadores Guilherme Nasser e Belmar Diniz tentarem intimidar a equipe “Na Boca do Povo” através da Justiça. Sentindo-se ameaçado, um grupo liderado por um marqueteiro da cidade procurou o dono da Alternativa e acabou conseguindo tirar o programa do ar. Tão logo o programa saiu do ar, fogos de artifícios iluminaram o céu da cidade numa comemoração transloucada da “corja” que me queriam ver pelas costas. Mas eles esqueceram que eu sou brasileiro, “e não desisto nunca!” Com a cara e a coragem fui bater á porta da Comunicativa-FM, e duas semanas depois o programa voltava pro ar para alegria de muitos e desespero de outros. Tão logo o programa começou pelas ondas da Comunicativa, o mesmo Thiago Moreira fez questão de postar em seu blog que a “audiência da Comunicativa não chegava a 1%”. Hoje a realidade é outra. O programa está incomodando cada vez mais a “corja” e tirando o sono de muitos caciques da política monlevadense que sempre enganaram o povo. A vontade da elite em tirar o programa do ar ainda continua. Um “Batalhão de Choque” esteve reunido no início da semana para tentar calar o “Na Boca do Povo”. Só que procuraram a pessoa errada. Atiraram nos próprios pés. O programa não é patrocinado e nem deve favor algum a grupos políticos. Não fazemos acordos e nem conchavos. Procurar o Papa, o Presidente, o Senador, o Deputado, o Prefeito e o Presidente da Câmara para calar a nossa voz é perda de tempo. Nosso compromisso é com o povo, doa a quem doer!   

15 de março de 2011

Bom Dia

Já dizia meu avô que “galinha que acompanha pato morre afogada!” Nos últimos dias tenho percebido uma mudança radical no comportamento e na linha editorial do jornal “Bom Dia” do meu amigo “Dindão”, pessoa por quem tenho a maior admiração e respeito. Durante as últimas eleições municipais o “Bom Dia” foi sem dúvida alguma um dos responsáveis pela campanha vitoriosa da coligação que elegeu o prefeito Gustavo Prandini. Também partiram do “Bom Dia” as denúncias que culminaram com o indiciamento e condenação do ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira e seus assessores. Destemido e respeitado em João Monlevade e região, o jornal comandado pelo polêmico “Dindão”, aos troncos e barrancos tem cumprido o seu papel de informar com coragem e clareza os fatos marcantes do nosso dia a dia. Devido á sua linha editorial considerada agressiva, o “Bom Dia” e seus diretores já conquistaram uma cadeira cativa no Fórum Milton Campos. Tudo isso por obra e graça de um grupo político que sempre dominou a cidade, mas teve que se curvar diante da coragem e determinação dos comandados do “Dindão”. Na realidade, o maior inimigo do “Bom Dia” não é propriamente o grupo político chamado de “corja” por um pároco local, mas um jornal que sempre ditou as regras da política monlevadense e sempre foi desleal com seus concorrentes, inclusive com o “Bom Dia”. No exato momento em que esse tal jornal perdeu a sua identidade e sua credibilidade perante a opinião pública, o “Dindão” resolve adotar a mesma linha suicida. Claro que ele deve ter os seus motivos, mas não se joga por terra um projeto que vem dando certo. A linha editorial até então adotada pelo “Bom Dia” foi o principal carro chefe para o sucesso do Diário do Médio Piracicaba. Mudar isso tudo no meio do campeonato pode acarretar conseqüências desastrosas para o projeto traçado pelos seus idealizadores. Será que o “Dindão” e sua equipe já pararam para analisar quem está tirando vantagem com essa nova linha editorial adotada? E o leitor, será que ele aprova essa mudança? Será que vale a pena colocar em jogo tudo isso que foi conquistado com muito suor ao longo dos anos? O diálogo ainda é o melhor caminho para se chegar ao consenso.  

14 de março de 2011

Moção de Repúdio

Desequilíbrio político, falta de compromisso, dupla personalidade ou jogo do faz de conta? O certo é que os sete vereadores da base governista que apóiam o prefeito Gustavo Prandini, PV, deram uma demonstração de que não são confiáveis. Na última quinta-feira, 10, os nobres representantes do povo, inclusive o “líder do governo”, vereador Vanderlei Miranda, PR, aprovaram uma moção de repúdio contra o Chefe do Executivo Municipal. O protesto, encabeçado pela bancada tucana, foi em apoio ao proprietário do jornal A Notícia que estaria recebendo “tratamento desigual” em relação á permissão de uso de área pública. Sem o menor constrangimento, Dorinha Machado, Pastor Carlinhos, Doró da Saúde, Robertinho do DVO, Dulcinéia Caldeira, Belmar Diniz e Vanderlei Miranda assinaram o documento em solidariedade ao dono do A Notícia. Que, diga-se de passagem, estava ocupando ilegalmente um imóvel que pertence ao povo. Tão logo aprovaram a moção de repúdio, alguns vereadores ainda tiveram a “cara de pau” de telefonar para o governo tentando justificar o injustificável. A postura dos “nossos” legítimos representantes deixa claro que nenhum deles é confiável. Dançam conforme a música, ou melhor, vão para onde o vento sopra! É inadmissível que um parlamentar pago para defender os interesses do seu povo tenha um comportamento tão antiético e mesquinho como esse. É difícil acreditar que esses “empregados do povo” tomem as dores de alguém que tentou de todas as maneiras se apropriar de um bem público. É lamentável que os sete vereadores da base aliada sejam facilmente manipulados por apenas dois tucanos oposicionistas. E ainda reclamam quando são criticados pela imprensa. Na semana passada uma vereadora teve a petulância de reclamar com terceiros sobre um artigo publicado nesse blog. Segundo ela, as autoridades do município deveriam tomar medidas contra as minhas publicações, consideradas por ela como “ofensivas e caluniosas”. Mas será que a atitude desses “senhores e senhoras” vereadores merece outro tipo de tratamento? Mais uma vez volto a dizer que o prefeito Gustavo Prandini está “dormindo” com os inimigos. Quem tem uma base aliada como essa não precisa de oposição.

11 de março de 2011

A culpa é do povo que votou no Prandini


O lenga-lenga envolvendo o “despejo” do jornal A Notícia e Gráfica Nina já está torrando o saco de todo mundo. Claro, a culpa é do povo que votou no Prandini, que entrou na Justiça, que pediu a reintegração de posse, que desalojou o jornal e a gráfica, que deu um prejuízo de R$ 400 mil, e que até hoje provoca choradeiras. Com tudo isso acontecendo, cheguei á conclusão de que o hábito de se fazer de vítima e de coitadinho é uma das piores coisas que uma pessoa pode fazer a ela mesma. A auto-piedade gera uma cegueira descomunal no ser humano. Quando isso acontece a pessoa praticamente se anula. Quando não conseguimos enxergar nossa própria sombra e damos um jeito de ficar colocando a culpa em várias outras coisas ou pessoas, perdemos a chance de enxergar em nós mesmos aquilo que estamos fazendo de errado, e ai perdemos também a chance de crescer e ser respeitado. O episódio da reintegração de posse do imóvel ocupado ilegalmente pelo jornal A Notícia e Gráfica Nina é um claro exemplo que não deve ser seguido por ninguém. O imóvel nunca pertenceu aos donos do jornal. A sua ocupação só foi possível por causa de conchavos políticos entre o ex-prefeito Carlos Moreira e seu marqueteiro Márcio Magno Passos. Querer atribuir os erros ao atual prefeito Gustavo Prandini é tentar se fazer de vítima perante a opinião pública. Até agora não vi nenhum ataque desses “chorões” ao representante do Ministério Público ou mesmo ao Carlos Moreira. Foi o ex-prefeito quem protagonizou todo esse drama ao presentear o amigo e marqueteiro político com um imóvel público. Foi o Ministério Público que exigiu a desocupação do terreno. Foi o juiz da Comarca quem expediu o mandado de reintegração de posse. Porque não brigar e jogar pedras na Justiça? Falar em prejuízo de R$ 400 mil, alguém que explorou uma área pública por vários anos sem pagar um centavo sequer de aluguel chega a ser irônico. Brigar, bater, espernear e tentar sensibilizar a opinião pública de nada adiantará. Quando se está fragilizado por alguma situação é preciso dar o primeiro passo, assumir que errou e começar uma nova caminhada sem procurar um culpado pelos erros do passado. É preciso deixar de lado a arrogância e calçar as sandálias da humildade e reconhecer as falhas que aconteceram no meio do caminho. Se eu quero um pacote de feijão, tenho antes que comprar. Se eu quero um televisor novo, tenho que comprar. Se eu quero um carro novo, eu tenho que comprar. Se eu quero um terreno bem localizado para montar meus negócios, eu não posso de maneira alguma me apropriar de um bem público e pensar que aquilo me pertence. Tudo é uma questão de coerência, mas pelo visto, é bem mais prático se fazer de vítima.


10 de março de 2011

Cangussu manda Doliris para o Xilindró

Pelo visto o carnaval da vereadora Doliris Machado, que também atende pelo nome de “Dorinha Machado”, PMDB, não foi dos melhores. Em plena folia a ex-presidente do Legislativo monlevadense foi condenada a seis meses de cadeia pelo juiz da Comarca, Evandro Cangussu Melo. Além da cana, Doliris também teve seus direitos políticos cassados, perdeu seu mandado e ainda terá que pagar uma multa de 5.000 UFIRs, algo em torno de R$ 10 mil. A sentença de condenação contra a vereadora foi assinada no último dia 3 quando Doliris se preparava para curtir a festa momesca com familiares e amigos. Doliris teria sido condenada por ter feito “boca de urna” nas eleições municipais de 2008 nas imediações de uma escola municipal. Apesar de ter negado as acusações, a vereadora acabou sendo condenada em primeira instância e perdendo seu posto de “representante do povo”. Essa não é a primeira vez que a vereadora se dá mal com a Justiça Eleitoral. Em maio de 2009, Doliris Machado, então presidente da Câmara de Vereadores, teve o mandato cassado por irregularidades na prestação de contas da sua campanha. De acordo com as denúncias, a vereadora também teria usado ilegalmente um espaço publicitário na Rádio Alternativa-FM, emissora do ex-deputado Federal José Santana de Vasconcelos. Doliris recoreu da cassação e só continua no cargo por força de uma liminar judicial. Como nossas leis foram feitas somente para “pobres, pretos e prostitutas”, os desafetos políticos de Doliris Machado não terão o gostinho de vê-la atrás das grades e fora da câmara tão cedo. A pena de seis meses de cadeia foi convertida em “prestação de serviços á comunidade”, o que eu duvido muito que aconteça! Sobre seu afastamento da Câmara de Vereadores, Doliris se diz tranqüila, e garante que uma nova liminar para continuar no cargo já teria sido providenciada pelos seus competentes advogados de plantão. Depois de ter seu mandato cassado por duas vezes consecutivas e ainda permanecer no cargo, só resta ao seu suplente “Zé Lascado” que já teria comprado dois ternos para a posse,  procurar um “Pai de Santo” para derrubar a correligionária. No país do carnaval e das manobras políticas, até a polícia acabou sendo beneficiada com a conversão da prisão da Doliris Machado em serviços á comunidade, uma vez que, pelo que se sabe não existe nenhuma “Cela Especial” para acomodar a parlamentar no presídio local. Ainda não será desta vez que a gloriosa Doliris irá trocar figurinhas com o indelével Caboclo Borrachudo e saborear aquela deliciosa comida do mar...mitex!

9 de março de 2011

Já vai Tarde

Depois de muita embromação e inúmeras ações judiciais, enfim, a justiça foi feita. O imóvel situado á Rua Timóteo, número 172, no Bairro Lucília, área nobre de João Monlevade, foi devolvido ao seu legítimo dono, o povo. O imóvel vinha sendo ocupado ilegalmente desde 2005 pelo jornal A Notícia e pela gráfica Nina. De acordo com denúncias, o imóvel teria sido “doado” ao marqueteiro Márcio Magno Passos pelo ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira, PSB. Passos teria atuado como marqueteiro político nos dois mandatosde Moreira (2000/2008). A promotora de Justiça Giselle Ribeiro de Oliveira chegou a suspeitar de “apadrinhamento” entre o ex-prefeito e o marqueteiro, sugerindo a retomada do imóvel imediatamente. Acreditando piamente na sua “influência” política, o marqueteiro tentou várias manobras para continuar ocupando o imóvel. Ele chegou a recorrer á Câmara de Vereadores, mas não encontrou respaldo. Também usou os microfones de uma emissora de rádio do deputado Mauri Torres, PSDB, com o intuito de sensibilizar a opinião pública, mas também se deu mal. Também tentou sem sucesso uma negociação com o atual governo, mas sequer foi recebido pelo prefeito. Por último, o marqueteiro ajuizou várias ações na Justiça para continuar ocupando o patrimônio público, e mais uma vez não conseguiu os seus objetivos. Na última sexta-feira, 4 de março, véspera de carnaval, o marqueteiro retornou aos microfones da rádio do deputado e assumiu o seu fracasso perante a opinião pública. Depois de baixar o nível e atacar de forma covarde e desleal o governo Gustavo Prandini, PV, o marqueteiro calçou a sandália da humildade e pediu para que a população não deixasse o jornal A Notícia fechar suas portas. Ele pediu para que cada monlevadense fosse até as bancas de jornal e comprasse um exemplar do A Notícia ou fizesse uma assinatura do mesmo. Também prometeu acionar novamente a Justiça em busca de “danos” causados pelo prefeito Gustavo Prandini á suas empresas. Ele pretende uma indenização de aproximadamente meio milhão de reais. Com a desocupação do imóvel e sua reintegração ao patrimônio público, o povo cantou feliz aquela velha marchinha carnavalesca: “Já vai tarde!”

4 de março de 2011

O Choro do Filhote de Corja

Hoje pela manhã acompanhei de camarote um mar de lamentações através da rádio do deputado. Um verdadeiro festival de baixaria e puxa-saquismo.  Sem nenhum conhecimento de causa e num total desequilíbrio, o “comunicador” da emissora, de forma torpe e ensandecida, foi digno de pena. Sem apresentar nenhuma procuração para defender um “invasor” de área pública, o dito cujo chegou a incitar a violência ao convidar a imprensa para “bater” no prefeito Municipal. “Daqui prá frente é uma guerra declarada! Toda a imprensa tem que ficar no pé do prefeito. O jornal tem que bater no prefeito”, incitou o funcionário do deputado Mauri Torres. O desequilíbrio tomou conta do “filhote de corja” tão logo o dono do jornal A Notícia distribuiu nota á imprensa afirmando que desocuparia o imóvel que vinha ocupando ilegalmente desde 2008, neste fim de semana. Revoltado, e tomando as dores de seu “mestre”, o “comunicador” usou um meio de comunicação, cujo papel é educar e contribuir para a formação cidadã de um povo, para atacar, achincalhar e denegrir a imagem do atual governo, eleito pelo voto popular. É degradante, é vergonhoso ouvir um “colega de profissão” defender a ilegalidade e a imoralidade de um forasteiro que simplesmente se apoderou de um bem público e brigou até o final para se tornar o seu legítimo dono. Tenho certeza que durante a sua fala alguma criança estava ouvindo as asneiras. E o que essa criança deve ter aprendido? Ela deve ter aprendido que vale a pena ser desonesto. Ela deve ter aprendido que vale a pena invadir e se apoderar de coisas alheias. Ela deve ter aprendido que sempre que vier a cometer algum delito, vai ter sempre alguém para defendê-la. Por fim, ela deve ter aprendido que os ataques acompanhados de verborréias é a maneira mais inteligente de mostrar solidariedade a um “marqueteiro em final de carreira”. Dizer que o jornal A Notícia tem sido vítima de retaliação e perseguição por parte do atual governo, chega a ser cômico. O referido jornal sempre foi parceiro dos governos. Tanto é verdade, que no governo passado ele foi presenteado com o referido imóvel. Recentemente o governo Gustavo Prandini comprou um espaço de meia página no jornal para divulgar assunto de interesse público. Isso somente aconteceu pelo fato de existir essa parceria entre Prefeitura Municipal de João Monlevade e jornal A Notícia. Porém, tal parceria não dá aos donos do jornal o direito de se apoderar de uma área pública. Espero que o exemplo faça com que outras áreas públicas doadas pelo governo passado também sejam devolvidas aos verdadeiros donos, o povo. Em relação aos comentários do “filhote de corja”, só tenho a dizer que: como jornalista e comunicador,  ele é um excelente advogado!

2 de março de 2011

Cabeça de Juiz e Bunda de Neném

Diz o velho ditado que “cabeça de juiz e bunda de neném” é sempre improvável, pois nunca se sabe o que vai sair dali. Não sei se acredito que isso seja verdade ou se é alguma brincadeira bem bolada por algum profissional da área jurídica. Recentemente um fato curioso ocorrido em João Monlevade tem chamado a atenção dos profissionais da área do direito. “Como é que um juiz conceituadíssimo condena um cidadão a devolver um imóvel público ocupado ilegalmente, e em seguida chama as duas partes, ou seja, o “invasor” e o representante do povo para uma audiência de conciliação?” O questionamento foi feito por um advogado envolvido na questão da desapropriação do jornal A Notícia. Essa nova polêmica surgiu na manhã desta quarta-feira, 2, quando o advogado do dono do jornal solicitou na Justiça uma “audiência de conciliação” entre seu cliente e a Prefeitura de João Monlevade. O dono do A Notícia justificou que precisava de mais cem dias para desocupar o imóvel, para evitar que seu maquinário sofresse danos. “Ora, bolas! O próprio juiz que marcou essa audiência para logo mais ás 16 horas, é o mesmo que determinou a desocupação do imóvel em 60 dias. Já se passaram quase o dobro desse tempo e o ocupante do imóvel continua lá. Não tem como se falar em “audiência de conciliação” após uma sentença judicial. Estamos na fase de execução e não de conciliação”, resumiu o advogado que argumentou que a prefeitura não iria comparecer á tal audiência. Resumindo tudo isso: o eventual ocupante ilegal do imóvel do povo continua desafiando a Justiça e batendo o pé para continuar no local sem pagar aluguel. Isso é uma vergonha!

Procura-se um candidato

Faltando pouco mais de um ano para as próximas eleições municipais, o eleitorado monlevadense já respira as eleições de outubro de 2012. Não é segredo para ninguém que o grupo do deputado Mauri Torres, PSDB, ainda não engoliu a traulitada que levou da “meninada”, nas eleições de 2008. Como bons "brasileiros que não desistem nunca", os seguidores do deputado ainda buscam nos tribunais um retorno ao poder pelas portas do fundo. Mas enquanto isso não acontece, reuniões, reuniões e reuniões são realizadas em pontos estratégicos da cidade na busca de um nome de consenso. O primeiro da lista é o ex-prefeito Carlos Moreira, que mesmo tendo feito um governo questionável ainda mantém a classe pobre no cabresto. Moreira também vibra com a possibilidade de voltar, mas esbarra na chamada “Ficha Limpa”. O segundo nome do grupo do Mauri atende pelo nome de Lucien Marques, provedor do Hospital Margarida. Apesar da “competência”, bastante questionada por muitos, falta-lhe carisma e um perfil de homem do povo. Outro nome que chegou a ser ventilado nos bastidores é o do vereador tucano Guilherme Nasser, afilhado do deputado, mas foi logo riscado da lista após o escândalo “dos idosos”, protagonizado pela sua mulher. A vereadora Doliris ou Dorinha Machado como queira, nunca escondeu de ninguém que seu sonho é virar prefeita. Dinheiro e poder ela têm de sobra, mas não tem a confiança dos principais grupos políticos da cidade. Na última eleição da Mesa Diretora da Câmara a peemedebista deixou claro que adora trepar em cima do muro até que a poeira baixe. A Doliris ainda tem contra si algumas pendengas na esfera judicial que podem bani-la da política por um período de oito anos. Ainda pelo lado do Mauri Torres, ventila-se o nome de seu filho mais velho, que vem sendo mantido á sete chaves para não ser fritado antes da hora. Dizem que o pastor Carlinhos já começa a fazer aquela “lavagem cerebral” nos fiéis de sua igreja para virar prefeito. O difícil vai ser conseguir o voto do povo católico, principalmente depois do episódio do crucifixo retirado da parede da câmara. Outro que sonha em ser prefeito é o vereador “Zezinho Despachante”. Alguns amigos garantem que ele já teria consultado até um “Pai de Santo” sobre o assunto, mas acabou sendo desaconselhado a encarar o desafio. Tanto o doutor Railton quanto o doutor Laércio Ribeiro também são lembrados, mas ambos garantem que seus familiares não concordam, principalmente a família do ex-prefeito petista Laércio. Pelo grupo do atual governo, o prefeito Gustavo Prandini certamente vai buscar a reeleição, mas tem no seu caminho alguns desembargadores e juízes que querem vê-lo longe do poder. O pevista também anda pisando em ovos por causa de um possível “racha” com o PT já anunciado inclusive na capital federal pelo Gléber Naime. Este por sua vez tá “doidinho” prá ver seu nome decolar, e para isso tem contado com o empurrãozinho do Dindão. Fora do cenário político surgem outros nomes, dentre eles, o do padre Jorge e do sindicalista Luiz Quirino. Alguém mais se habilita?

1 de março de 2011

Espinhaço Eletrônico - Edição de Março 2011

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